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Arquivo de junho, 2010

Estudante apresentará trabalho em Congresso de EJA

29, junho, 2010 Sem comentários

O estudante Jailson Costa da Silva, do 8º período do curso de Pedagogia, e a Professora Divanir Maria de Lima, ambos do curso de Pedagogia do Campus II da UNEAL, assinam juntos um artigo aceito para apresentação no I CONGRESSO INTERNACIONAL DA CÁTEDRA UNESCO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, que ocorrerá de 20 a 23 de julho de 2010, no Espaço Cultural, em João Pessoa, PB. O tema central do congresso é “Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida”, e o artigo que apresentarão no evento é A PROBLEMÁTICA DA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES DO PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO: (IM) POSSIBILIDADES E LIMITES NA VISÃO DOS INTERLOCUTORES DA PESQUISA.

Confira maiores informações sobre evento em http://www.catedra-eja.org/

Estudante Jailson Costa da Silva e Professora Divanir Maria de Lima.

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Reitor eleito concede entrevista à TV Gazeta

29, junho, 2010 Comments off

Hoje, 29 de junho, o Reitor eleito da UNEAL, Professor Jairo José Campos da Costa, concedeu entrevista à TV Gazeta, no Bom Dia Alagoas. Após uma reportagem onde foram apresentadas as dificuldades por que passa a instituição, com destaque ao Campus I, o Professor foi de imediato questionado quanto à sua posse, e em seguida, com relação a limitação do quadro de professores, concurso público para professor, condições estruturais, orçamento, bem como, na oportunidade, sobre as condições dos Campi diante das chuvas que assolam o interior do estado.

Na oportunidade, o Professor Jairo fez questão de destacar a importância da UNEAL para o interior do Estado de Alagoas, especialmente por atender a um público constituído basicamente por filhos de trabalhadores. Também ressaltou que a busca da autonomia, que foi base de sua campanha eleitoral, torna-se elemento essencial para garantir a sobrevivência da instituição.

Segundo o Reitor eleito da UNEAL, “a nossa responsabilidade, o nosso desejo, é ajudar na consolidação de uma universidade forte, transparente, calcada efetivamente no ensino, pesquisa e extensão, e que responda e dê respostas efetivas à sociedade alagoana”.

Assista à entrevista:

O reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo

28, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem da Rádio Câmara
Créditos ao final do texto

A mudança de costumes bate à porta dos poderes da República. A questão do reconhecimento de direitos civis em uniões de pessoas do mesmo sexo saiu da esfera do ativismo segmentado.

Hoje, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário debatem o assunto acaloradamente e caminham em direções diferentes.

Enquanto o INSS já reconhece direitos previdenciários para relações homossexuais a a Justiça tem repetidamente reconhecido as uniões estáveis, no Congresso, as leis sobre o tema enfrentam resistência para serem aprovadas. Na Câmara e no Senado, ao menos 15 proposta tramitam no sentido de reconhecer direitos para os homossexuais.

O Judiciário resolveu não esperar. Para a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Maria Berenice Dias, o Congresso perde espaços de poder ao não se manifestar sobre alguns temas.

“Diante dessa omissão do nosso legislador, o Judiciário está, não legislando, mas suprindo essa lacuna do legislador. Ou seja, está regulamentando, está regrando as uniões, aonde se reconhece a união, o direito sucessório, o direito de ser nomeado inventariante, o direito de partilha de bens, e isso não só nos tribunais estaduais e federais, mas no próprio Superior Tribunal de Justiça, que desde o ano de 1998 admite as uniões e a partilha de bens.”

Mas alguns parlamentares discordam desse entendimento. Sobre a recente decisão do STJ de permitir a adoção de duas crianças por um casal de lésbicas, o deputado João Campos, do PSDB de Goiás, se manifesta.

“Nem cabe aquele discurso vazio de que como o Poder Legislativo não trata de determinadas matérias, então o Judiciário termina acudindo. Não é verdade, porque a lei de adoções é muito recente, ela entrou em vigor em agosto do ano passado e esse assunto de adoção por homossexuais foi tratado naquele projeto. E essa casa de forma praticamente unanime extirpou os artigos que tratavam dessa matéria, o Senado confirmou, e em data muito recente.”

Estão em análise na Câmara várias propostas que reconhecem a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Uma delas é o Estatuto das Famílias, de autoria do deputado Sérgio Barradas Carneiro, do PT baiano.

Na Comissão de Seguridade Social e Família, o relator José Linhares, do PP do Ceará, alterou o texto e retirou todas as menções sobre uniões homossexuais.

O parlamentar, que também é padre, argumenta que pesquisa da Fundação Perseu Abramo diz que para 58% dos brasileiros, a homossexualidade é um pecado contra as leis de Deus. No entanto, Sérgio Barradas Carneiro defende que questões religiosas não podem impedir o exercício de direitos.

“A despeito de todas essas questões religiosas, é preciso que as pessoas reconheçam que existem pessoas homossexuais na nossa sociedade, existem pessoas do mesmo sexo que vivem juntas, existem crianças que foram adotadas ou até são filhos biológicos de uma das pessoas que se assumiram como homossexuais, e todas essas relações têm consequências patrimoniais, previdenciárias e sucessórias, dentre outras. Essas pessoas não podem ter esses direitos negados.”

Mas em audiência pública na Câmara que debateu o Estatuto das Famílias, o pastor da Assembleia de Deus, Silas Malafaia, também criticou a união civil.

“Família, na Constituição artigo 226, é um homem e uma mulher. A família nuclear, como é chamada, é um homem, uma mulher e sua prole, é isso que faz a raça humana progredir e continuar. Nós não somos contra homossexuais. Cada um tem o direito de ser o que quiser, eu não debato isso. Eu debato eles quererem um direito que toda a história da civilização me diz o contrário.”

O artigo 226 da Constituição diz que o Estado deve proteger a união estável entre o homem e a mulher, sendo que também é reconhecida como família aquela formada por apenas um dos pais. Mas os defensores da união civil lembram que todos são iguais perante à lei e que impedir direitos fere a Constituição.

Em resposta ao argumento que a união de pessoas do mesmo sexo é um ataque à família brasileira, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbica, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, defende que hoje as famílias têm desenhos variados e que o legislador não pode fechar ao olhos para o fato de que casais do mesmo sexo vivem juntos e tem conseguido adotar crianças com autorização da Justiça.

“Não queremos destruir a família de ninguém, nós queremos construir a nossa e da nossa forma. Eu acho que existem famílias para todos os gostos e tipos. Não só existe um tipo de família tradicional. Hoje nós temos a mãe solteira, nós temos o filho que mora com a avó, com a tia, tem outros arranjos familiares, é uma realidade que o legislador não pode colocar debaixo do tapete.”

Argentina, Uruguai, Portugal e Espanha são alguns dos 42 países que já reconhecem direitos civis para uniões homossexuais. Esse é um debate que certamente estará na agenda do Congresso e da sociedade brasileira.

De Brasília, Daniele Lessa

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FONTE: Rádio Câmara, da Câmara dos Deputados. Disponível em http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=107251. Acesso em 28 jun. 2010.

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Especial família: novos modelos

28, junho, 2010 Sem comentários

Reportagem da Rádio Câmara
Créditos ao final do texto

“A filha do meu marido é a Zara, a minha filha é a Clara, e a nossa filha é a Helena. E o irmão da minha filha pelo meu primeiro marido é o Thiago. Então na verdade são quatro crianças nesse mosaico, né?”

A família da Ana Cláudia mostra um pouco da diversidade da vida moderna. Se antes era muito normal desenhar a família com o pai, a mãe e os filhos, hoje existe a preocupação de considerar outros arranjos como parte da sociedade atual.

Novos casamentos com filhos de relações anteriores, casais homoafetivos, crianças educadas pelos avós ou tios – se antes tudo isso era estranho, hoje pode ser apenas família.

Música/Palavra Cantada: “Quando a estrela acende, Ninguém mais pode apagar. Quando a gente cresce, Tem o mundo pra ganhar: – Brincar, dançar, saltar, correr. Meu Deus do céu, onde é que eu vim parar?”

Neste ano de 2010, o relatório Desenvolvimento Humano do Pnud, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, destacou a imensa importância da família. Mas o coordenador do relatório, Flávio Comim, aponta que antes de tudo é preciso trabalhar com um conceito amplo de família.

“A nossa definição de família é uma rede de cuidados e de afeto, o que significa que você pode estar com pai, mãe, irmão e irmã e se não tem essa rede de cuidado e afeto você não está numa família, como pode ser se você vive com a sua avó, ou dois pais ou duas mães e tem esse cuidado e esse afeto, você está numa família.”

E por que a Organização das Nações Unidas foi pesquisar a família brasileira? Porque eles perguntaram a mais de meio milhão de pessoas o que precisaria mudar no Brasil para a vida melhorar de verdade. E uma das respostas mais mencionadas foram os valores.

Ao colocar a atenção sobre valores, a pesquisa concluiu que eles são guias de ações formados na prática do dia-a-dia, e essas ações podem ser positivas ou negativas.

Flavio Comin destaca que a maior contribuição da família é relacionar as pessoas com as práticas. Seja o pai, a mãe, o padrasto ou a avó, é agindo que eles transmitem práticas de solidariedade, gratidão e ética.

“Você chega para uma criança e diz: meu filho, não faça isso. E daqui a pouco o seu filho observa que você está fazendo isso, o conselho que você deu fica no conselho, ele não é traduzido na prática, porque ele vê que na prática outros valores são utilizados. Então essa dimensão de que valores dependem muito das práticas, das vivências, das experiências que as pessoas têm, é o que nos deu uma ótica para entender melhor o papel das famílias.”

Se o papel da família também é passar os valores adiante, como isso acontece nesse mundo tão rápido onde os próprios valores estão em xeque? A tecnologia apresenta uma novidade a cada dia e há pressa em querer trocar o velho pelo novo.

Hoje, os relacionamentos também são considerados velhos quando as novidades ficam escassas. Se em décadas passadas o casamento era visto como indissolúvel, hoje as famílias se fazem e desfazem, e essa é uma questão a ser conversada, como explica a psicóloga Vera Regina Miranda.

“Então os valores estão muito mais para o indivíduo, da busca do prazer individual mais do que da manutenção desse grupo que teria que ser preservado, vamos dizer assim. Agora, independente disso, que é um fato, não é porque o mundo está rápido, que os jovens ficam e talvez se aprofundam cada vez menos, que os pais não vão conversar sobre essas coisas, sobre o que se ganha e o que se perde.”

Em tempos onde as famílias mudam rapidamente, a imagem do masculino e do feminino se transforma. Pais ou mães criando os filhos sozinhos, casais do mesmo sexo que conseguem direito de adoção, tudo isso suscita o questionamento de como ficam os papéis dentro de casa.

Ainda que essa divisão do que seja masculino ou feminino esteja mudando junto com a família, para Vera Regina, o importante é que as funções do pai e da mãe estejam presentes, mesmo que sendo exercidos por outras pessoas.

“Então o que é função materna? É aquela ligada à acolhimento, à carinho, à dar continência, a dar colo, ao senso do pertencimento, e o que é função paterna? É aquela que tem a ver com disciplina, norma, regra. Pai e mãe devem exercer função materna e paterna, devem os dois. Sempre vai ser importante alguém que assuma a função de pai ou de mãe de dar afeto e de dar limite, independente do sexo que eu tenha e independe da minha condição: sou pai, sou mãe.”

A família está mudando sim, mas sempre é tempo de celebrar a sua existência. E Ana Cláudia, que abriu essa reportagem contando de sua família mosaico, anuncia que vai se casar, e quem convida são as filhas: Clara, do seu primeiro casamento, Zara, do primeiro casamento de seu atual marido, e a caçula Helena, filha dos dois.

“A gente decidou oficializar a união até por elas, para elas terem a relação familiar bem definida. É o padrasto da Clara, e eu sou a madrasta da Zara, não é um namorado, apesar de a gente já viver junto. Então a gente resolveu fazer um casamento e elas que estão convidando. O convite é Zara, Clara e Helena convidam para o casamento dos pais, Ana e Fred. Estão todas animadíssimas porque vão ser damas de honra.”

Que continuemos celebrando essa fantástica invenção que são as famílias, de todos os jeitos que possam existir.

De Brasília, Daniele Lessa

quarta-feira, 23 de junho de 2010

FONTE: Rádio Câmara, da Câmara dos Deputados. Disponível em http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=107241. Acesso em 28 jun. 2010.

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Reflexão da semana (007)

28, junho, 2010 Sem comentários

É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. – A autoridade se baseia na razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, todos se rebelarão. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

Do rei de um asteróide ao pequeno príncipe

 

» Texto extraído do livro:

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe (com aquarelas do autor). 48.ed., 43. reimp. Tradução de Dom Marcos Barbosa. Rio de Janeiro: Agir, 2009. p. 38.

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