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Filme: A Partida

Neste final de semana assisti ao filme japonês “A Partida”, do diretor Yojiro Takita. Belíssimo, emocionante e cativante. Nele, não pude deixar de ler as diversas temáticas transversais que acompanhavam o enredo do filme e de nossas vidas, tais como os medos decorrentes de nossos traumas, os tabus que a sociedade nos impõe, o preconceito por aquilo que desconhecemos e, ainda, um tema que tememos discutir, mas que nos é imanente, a morte, que aqui é tratada com muita beleza, seriedade e respeito, ressaltada por um ritualismo metódico e, permitam-me, exótico. A morte, o luto, e como cada um reage simbolicamente e socialmente a esse “afastamento” são um pouco retratadas no filme. Além de tudo isso, a fotografia é exuberante e tem uma trilha sonora encantadora, passando por Beethoven e Brahms.

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Título: A Partida
Titulo original: Okuribito
País de Origem: Japão
Diretor: Yojiro Takita
Elenco: Masahiro Motoki (Daigo Kobayashi), Tsutomu Yamazaki (Ikuei Sasaki), Ryoko Hirosue (Mika Kobayashi), Kazuko Yoshiyuki (Tsuyako Yamashita), Kimiko Yo (Yuriko Kamimura) e Takashi Sasano (Shokichi Hirata)
Gênero: Drama
Lançamento: 2008
Duração: 130 minutos
Classificação indicativa: a partir de 12 anos

Sinopse:

O filme “A Partida” consiste na história de Daigo Kobayashi, um jovem violoncelista que, após a orquestra onde trabalhava ser dissolvida, resolve retornar com a esposa à sua terra natal e morar na casa que sua falecida mãe lhe deixara, tendo que enfrentar as lembranças e o trauma de se sentir abandonado por seu pai. Acaba tendo que trabalhar como uma espécie de agente funerário que lava os corpos, coloca-os no caixão e envia a pessoa que morreu para o outro mundo. Começa a trabalhar por causa do dinheiro, mas seu trabalho é desprezado tanto por sua esposa como por seus amigos. Contudo, é justamente através da morte que, reavaliando seus conceitos, descobre o verdadeiro sentido da vida, ou ao menos, de sua vida.

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