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Arquivo de 5, fevereiro, 2014

Dê bonecas para os meninos e ação e aventura para as meninas¹

5, fevereiro, 2014 Sem comentários

Este texto proporciona uma oportuna discussão! E me fez lembrar de uma fato que presenciei:

Meu filho, há cerca de três anos, foi impedido de brincar em uma área de lazer [pelo qual paguei, em um shopping] simplesmente porque lá imitava um supermercado e uma cozinha. A mulher, à entrada, disse a ele (e eu ouvi): “ISSO AQUI É PARA MENINAS!” Ele voltou frustrado… eu cheguei perto dele e o chamei para próximo da mulher. E disse bem alto a ele, de forma que a mulher pudesse escutar: “Caio, quem disse que fazer compras é coisa de mulher? Eu faço compras e você sempre me ajuda! E quem faz a sua comida, na cozinha? Quem cozinha, prepara a sua comida e lava os pratos em casa? Não sou eu? Então cozinha não é lugar para meninas, é lugar para quem cozinha, seja homem ou seja mulher.” A mulher permaneceu calada o tempo todo. E completei: “Você quer brinca lá? Então vá e divirta-se!“. Ele ficou todo agitado e correu para o “supermercado”…

Aí aconteceu algo inusitado… Um grupo de uns 5 garotos estava do lado querendo brincar e também havia sido impedido pela mulher. Todos os garotos “invadiram” o local e ficaram brincando de escolher e comprar verduras, frutas… outros ficaram “cozinhando” e “arrumando” a cozinha. Minutos depois é que apareceram algumas meninas e se juntaram ao grupo. Foi uma alegria vê-los brincar! Todos os meninos e todas as meninas brincando no mesmo espaço. Sem adultos para impedir as suas brincadeiras!

Pois é! Eu só sei que, ainda neste mês de janeiro, eu assisti com o meu filho, no Teatro Gustavo Leite, “Monster High“, uma peça baseada em um desenho animado [muito badalado] que é rotulado por muitos como “para meninas”, e o que tinha de menino no teatro… filhos, naturalmente, de pais e mães que já superaram as amarras desses preconceitos. Rosa para meninas, azul para meninos! Sinceramente…

E fica a pergunta: DE ONDE SURGEM OS PRECONCEITOS?
DICA: não é das crianças!

Eis alguns trechos do artigo (recomendo a leitura do artigo, no link abaixo):

Sou mãe de uma menina e de um menino e comecei a reparar que a segmentação por gênero parece pior para as meninas, mas na verdade é prejudicial para ambos. Quando uma menina decide brincar com algo que a indústria formatou para meninos o choque é quase nulo. Já quando ocorre de o menino se identificar com um brinquedo tradicionalmente ‘de menina’, as reações dos adultos e até mesmo de algumas crianças chega a ser ofensiva. Eu mesma já ouvi o clichê ‘larga esta boneca que isso é coisa de menina!’

‘Vi um jogo que meu caçula adora: frutas com velcro para cortar de mentirinha. Na embalagem rosa, uma menina sorria. Fiquei receosa de dar o presente e ser mal interpretada. Era claramente um brinquedo que estava segmentado para as meninas, mas que meu caçula, por nunca ter visto a embalagem, brinca com naturalidade’, relembra. Mariana relata que com 3 anos, o filho começou a diferenciar brinquedos pela cor e passou um tempo recusando os brinquedos rosa. ‘Depois de muita conversa passou, por que felizmente ele tem acesso aos brinquedos da irmã e na escola dele as brincadeiras com objetos tradicionalmente femininos são muito promovidas’, diz. ‘Tenho convicção que panelinhas coloridas com meninos na embalagem fariam sucesso porque vejo muitas mães procurando este tipo de brinquedos para os meninos sem sucesso’, completa Mariana Sá.’

 

Eis o link da publicação a que me refiro (recomendo a leitura): Dê bonecas para os meninos e ação e aventura para as meninas.

 

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¹Este é o título da publicação a que me referi em meu texto, cuja autora é Valéria Mendes (Saúde Plena), com publicação em 30/01/2014. Clique no link acima e leia a íntegra da publicação.

O texto foi publicado originalmente em meu perfil no Facebook, no link https://www.facebook.com/wellyngton.silva.52/posts/3903990893730

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