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HOJE É MEU ANIVERSÁRIO… 10 ANOS DE UNEAL!¹

3, fevereiro, 2014 Sem comentários

Arapiraca/AL, 26 de janeiro de 2004… Assumia o cargo para o qual fora aprovado e nomeado: Professor Auxiliar da “Fundação Universidade Estadual de Alagoas – FUNESA“. O concurso aconteceu resultante de muita luta e uma mobilização de vários meses dos estudantes e professores à época. E a nomeação aconteceu vários meses após o concurso, resultante de outra luta. Bem como a ampliação de nossa carga horária, de 20 para 40 horas, a reposição salarial, a nomeação dos Reitores, o enquadramento por titulação, o concurso para os técnico-administrativos…

Nada tem sido fácil nestes últimos 10 anos, como nada foi fácil para esta instituição, que desde 2006, após muito esforço e união, conquistou o status de UNIVERSIDADE, tornou-se a “Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL“. E por tudo isso e pelo papel social que desempenha, bem como pela real contribuição que desenvolve no interior do Estado, com todas as dificuldades e mazelas a que é submetida, tenho orgulho de fazer parte desta universidade, que é, verdadeiramente, do povo alagoano.

Sem contar os muitos amigos e amigas que nos conquistaram a amizade, dentre técnicos, professores e estudantes. Muitos dos quais possuem um lugarzinho cativo no coração.

Comemoro 10 anos como professor de uma Universidade que tem história… faço parte desta história, pelo menos de uma quarta parte dela! Vivam a todos aqueles que construíram a história de luta e mudança que a Uneal desempenha e que lhe é imanente, parte essencial de sua personalidade e de seu caráter.

Aproveito para dedicar um trecho de Gibran Khalil Gibran*, em sua obra “O Profeta”, pela passagem de “meu aniversário” e de tantos colegas que, juntos, optamos por integrá-la desde 26 de janeiro de 2004:


(…) sois tão fraco quanto o vosso elo mais fraco.
(…) sois tão fortes quanto o vosso elo mais forte.
Medir-vos pelo vosso menor feito é avaliar o poder do oceano pela fragilidade de sua espuma.
Julgar-vos por vossos fracassos é culpar as estações por sua inconstância.

Sim, sois como um oceano,
E apesar de barcos com pesadas âncoras esperarem a maré em vossas praias, ainda assim, como o oceano, não podeis impedir vossas marés.

Também como as estações sois vós,
E apesar de negardes vossa primavera durante vosso inverno,
Ainda assim a primavera, repousando dentro de vós, sorri em sua preguiça e não é ofendida.

Não pensais que digo estas coisas para que digam uns aos outros: ‘Ele nos elogiou. Ele viu apenas o bom dentro de nós’.

Apenas digo em palavras o que vós mesmos sabeis em pensamento.

______
*GIBRAN, Gibran Khalil. “O profeta”. Porto Alegre: L&PM, 2010. p.108-109.

¹Texto originalmente publicado em meu perfil no Facebook (Wellyngton Silva), em 26 de janeiro de 2014, pela passagem dos 10 anos de minha posse na Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Eis o link da postagem: https://www.facebook.com/wellyngton.silva.52/posts/3886299811464

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Por que Alagoas?

4, abril, 2010 Comments off

Por que Alagoas?

Extraído da página na Internet do Gabinete Civil do Estado de Alagoas em 3 de abril de 2010: http://www.gabinetecivil.al.gov.br/alagoas/por-que-alagoas/

Faça o download do Hino de Alagoas (em mp3) clicando aqui.

 

A origem do nome

 De acordo com anotação de Moacir Medeiros de Sant’Ana, no livro do historiador Jayme de Altavila, “História da Civilização das Alagoas”, a origem do nome Alagoas se deu por conta do nome da vila das Alagoas, que depois foi elevada à capital da Província: “ Na época da invasão holandesa a povoação das Alagoas era conhecida como Alagoa do Sul, sem dúvida para diferenciar de Alagoa do Norte, como então denominavam Santa Luzia do Norte”.

Já no livro “O Centenário da Emancipação de Alagoas”, edição de 1918, o historiador Francisco Moreno Brandão afirma que “as lagoas que deram nome ao formoso cantão onde começa para quem vem do norte e a parte leste do Brasil, são numerosas e integradoras de seu sistema hidrográfico. Algumas delas têm muita importância, como seja a Mundaú ou Lagoa do Norte, a qual o ponto denominado Giboia se comunica com a poética e formosa Manguaba, que banha várias localidades do Estado”.

No mesmo sentido, concluindo que a origem do nome do Estado vem, principalmente, de suas lagoas, o historiador Álvaro Queiroz em seu livro “Episódios da História das Alagoas”, edição de 1999, declara que “as várias lagoas existentes em nossa terra levaram os primeiros colonizadores a batizá-la com o nome de Alagoas. Assim, este aspecto da hidrografia alagoana define, até hoje o nome do Estado”.

As famosas lagoas que inspiraram o nome do nosso Estado distribuem-se em três tipos de paisagens:

 

  1. Lagoas do Litoral – Mundaú, Manguaba e Jequiá
  2. Lagoas da Margem do São Francisco – Tororó, Santiago, Jacobina, entre outras.
  3. Lagoas das terras interiores – Porcos, canto, Nova Lunga, entre outras. 

 

O DIA EM QUE DEUS CRIOU ALAGOAS

 

Noaldo Dantas

 

Escrevi certa vez que Deus, além de brasileiro, era alagoano.
Em verdade, não se cria um Estado com tantas belezas sem cumplicidade.
Sou capaz de imaginar o dia da criação de Alagoas.
Ô, São Pedro, pegue o estoque de azul mais puro e jogue dentro das manhãs encharcadas de sol; Faça do mar um espelho do céu, polvilhando de jangadas brancas;
Quero os entardeceres sangrentos no horizonte;
E aquelas lagoas que estávamos guardando para uso particular; coloque-as nesse paraíso.
E tem mais, São Pedro: Dê a esse Estado um cheiro sensual de melaço e cubra os seus campos com os verdes dos canaviais.�
As praias… Ora, as praias deverão ser fascinantemente belas, sob a vigilância de ativos e fiéis coqueirais. Faça piscinas naturais dentro do mar; coloque um povo hospitaleiro e bom�
E que a terra seja fértil e a comida típica melhor que o nosso maná.
Dê o nome de Alagoas e a capital, pela ciganice e beleza de suas noites,
Deverá chamar-se Maceió e sua padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres.

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Bandeira de Alagoas

4, abril, 2010 Comments off

Bandeira de Alagoas

Extraído da página na Internet do Gabinete Civil do Estado de Alagoas em 3 de abril de 2010: http://www.gabinetecivil.al.gov.br/alagoas/bandeira/

Faça o download do Hino de Alagoas (em mp3) clicando aqui.

 

Bandeira_de_Alagoas

A Bandeira do Estado de Alagoas foi instituída pela Lei Estadual n° 2.628, de 23 de setembro de 1963. Foi baseada em estudo apresentado pelo professor Théo Brandão à Secretaria de Educação e Cultura. Posteriormente, o Poder Executivo enviou-o, sob a forma de ante-projeto de Lei, ao Poder Legislativo, que o aprovou na íntegra:

 

Lei Estadual nº 2.628, de 23 de setembro de 1963

Modifica o Brasão de Armas e cria a Bandeira do Estado de Alagoas e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS

Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1º – Fica modificado o Brasão de Armas do Estado de Alagoas, criado pelo Decreto n. 53 de 25 de maio de 1894 e restabelecido pelo Decreto n. 373 de 15-11-1946, passando a ter as seguintes características:

 

ESCUDO PORTUGUÊS, antigo, em posição natural, partido em prata. À destra com rochedo de goles (vermelho), sainte de um mar ondado e movente da ponta que sustém uma tôrre também de goles (vermelho) que é de Penedo. À sinestra, com três morros de goles (vermelho) unidos, postos em faixa, o do meio mais alto, saintes de um contra-chefe de oito faixas ondadas de blau (azul) e prata, alternadas, que é de Pôrto Calvo. No chefe, ondado de blau (azul), três tainhas de prata, postas em contraroquete, que é das Alagoas. Por apoios, à destra, um côlmo de cana-de-açúcar empendoado, e à sinestra, um ramo de algodoeiro, encapuchado e florado, ambos de sua côr. Em cima, estrêla de prata, de cinco pontas, como timbre. Em baixo, listel de sinopla (verde), dedruado de jalne (oiro), com o mote: Ad Bonum et Prosperitatem em letras do mesmo.

 

Art. 2º – Fica criada a Bandeira do Estado de Alagoas, com as seguintes características:

 

Bandeira retangular, terciada em pala, de vermelho, branco e azul. Ao centro, o Brasão de Armas do Estado, sem o mote.

 

Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

 

Palácio Marechal Floriano, em Maceió, 23 de setembro de 1963, 74º da República.
LUIZ CAVALCANTE – Governador.

 

Na bandeira de Alagoas as cores das faixas – vermelho, branco e azul – foram escolhidas por serem predominantes no brasão. O vermelho simboliza a coragem, o sangue ilustre, a magnanimidade; o azul a justiça, a lealdade, a beleza e a fidelidade; e o branco a esperança, a pureza. Além disso, o azul e o vermelho, combinados por vezes com o branco, são cores tradicionais dos autos e folguedos populares característicos do Estado: Reisados, Guerreiros, Cavalhadas, Quilombos, Pastoris.

 

O brasão de armas que se encontra na bandeira lembra a formação política, a história e a geografia do Estado. O escudo – que representa a vila das Alagoas – vem do tempo da dominação holandesa. As três tainhas postas em pala, ou seja, uma posta sobre a outra, representam as três maiores lagoas: Mundaú (ou do Norte), Manguaba (ou do Sul) e Jequiá, que é mais isolada; representam também a maior riqueza da região, a pesca, com as indústrias e culturas complementares da zona litorânea, como rendas, redes de pesca e a cultura do coqueiro. Sua coloração prata simboliza com este metal a riqueza que elas constituem para a região.

 

O azul dá a cor precisa do nosso céu, do nosso mar, das águas das lagoas, cor inconfundível em nossa região e que simboliza o sentimento de beleza, de serenidade que a paisagem nos evoca. A ondulação tende a reforçar a representação dos caracteres peculiares da zona litorânea, marítima, banhada pelo Atlântico, transformando-o no emblema de toda a faixa costeira. Por ser a principal vila da comarca, a sua colocação dá-se no ponto mais alto do brasão, que posteriormente será nova Capitania, depois Província e atual Estado de Alagoas.

 

O lado esquerdo do escudo representa Porto Calvo no período holandês: os três morros postos em faixa, sendo o do meio, o maior. Percebe-se a caracterização montanhosa da povoação e de toda a região da Zona da Mata, o vermelho que o caracteriza simboliza a cor da própria argila de que os morros são constituidos, assim como o sangue ilustre dos habitantes da vila e a coragem nas lutas que foram travadas sobre eles contra o invasor estrangeiro.

 

Foram acrescentadas quatro faixas ondadas de azul as quais representam os vales fluviais férteis, formado pelos quatro rios: Tupamundé, Mocaitá, Comandatuba e Manguaba.

 

O lado direito do escudo representa Penedo recordando sua fundação e topografia. Segundo depoimento do historiador Diégues Junior, a cidade foi fundada “como arraial fortificado”, sobre um rocheiro ou penedo, à margem do Rio São Francisco e como ponto de defesa do extremo sul da donataria de Duarte Coelho. O escudo procura representar tais fatos com uma rocha ou penedo à margem de um grande rio – ondado de prata – sobre a qual se ergue um forte.

 

O desenho do mar com ondas de prata se deve ao fato do primeiro nome do rio ter sido Paraguaçú, isto é, mar grande. Por isso o uso do azul na sua representação, para exprimir a beleza da região e a fidelidade do povo desta, que foi a primeira a quebrar o domínio holandês. O vermelho ali posto caracteriza a cor das ribas e da argamassa com que deve ter sido construída a primeira fortificação, como também faz alusão à coragem de seus habitantes nas lutas travadas na expulsão dos flamengos.

 

Tal escudo também pode representar toda a região do São Francisco e o próprio sertão que dele faz parte. O prata simboliza esperança e a pureza de sentimentos que estão no coração de todos os alagoanos.

 

Os três escudos parciais foram reunidos num escudo retangular, com a ponta arredondada, que é a forma clássica dos escudos portugueses, adotada em todas as cidades e províncias de Portugal e em todos os escudos brasileiros que obedecem esta tradição, sendo possível assim significar nossa origem lusitana e nossas ligações históricas com Portugal.

 

Como suportes do escudo, o brasão traz à esquerda a cana de açúcar e à direita um ramo de algodoeiro, nossas duas maiores riquezas, verdadeiros apoios de nossa economia, simbolizando tanto sua agricultura quanto sua indústria, básicas em Alagoas.

 

A estrela de prata de cinco pontas – o timbre – posta no alto do escudo faz referência a uma das estrelas que estão no brasão e na bandeira do Brasil, significando que Alagoas é uma das unidades da Federação Brasileira.

 

Brasões de Alagoas

 Primeiro-brasao-alagoas

Primeiro Brasão de Alagoas, durante domínio holandês

segundo-brasao-alagoas 

 

Segundo Brasão de Alagoas, período republicano

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Hino de Alagoas

4, abril, 2010 Comments off

DECRETO N.57

Extraído da página na Internet do Gabinete Civil do Estado de Alagoas em 3 de abril de 2010: http://www.gabinetecivil.al.gov.br/alagoas/hino/

Faça o download do Hino de Alagoas (em mp3) clicando aqui.

Adota Hino Alagoano

O Governador do Estado de Alagoas:

Atendendo que os hinos e cantos nacionais são considerados de elevada importância política, porque mantendo o sentimento de patriotismo e produzindo no cidadão o entusiasmo pelas gloriosas tradições de seu país, o incitam à pratica de civismo;

E tendo de acordo com este pensamento mandado abrir concorrência pública para o fim de ser escolhida a música, que, acomodada à poesia do bacharel Luiz Mesquita, composta neste intuito, viesse a ser o hino do Estado;

Considerando que executadas perante numeroso auditório no dia 27 de maio último às nove composições musicais apresentadas, foi calorosamente aclamada pelo povo a classificada sob n. 9, de que é autor o cidadão Benedito Raimundo da Silva;

E finalmente atendendo que a composição nomeada para dar seu parecer sobre as mesmas composições se pronunciou igualmente em favor da de n. 9;

Decreta:

Artigo único. Fica adotada como hino do Estado de Alagoas a composição musical do cidadão Benedito Raimundo da Silva, baseada na poesia do bacharel Luiz Mesquita.

Palácio do Governo do Estado de Alagoas, em Maceió, 6 de junho de 1894.

GABINO BESOURO

Ildefonso Cantidiano da Silva

 

HINO DE ALAGOAS (versão completa)

Letra por Luiz Mesquita
Melodia por Benedito Silva

Alagoas, estrela radiosa,
Que refulge ao sorrir das manhãs,
Da República és filha donosa,
Maga Estrela entre estrelas irmãs.

A alma pulcra de nossos avós,
Como benção de amor e de paz,
Hoje paira, a fulgir, sobre nós,
E maiores, mais fortes nos faz.

Tu, liberdade formosa,
Gloriosa hosana entoas:
- Salve, ó terra vitoriosa,
- Glória à terra de Alagoas!

Esta terra que há que idolatre-a
Mais que os filhos que filhos lhe são?
Nós beijamos o solo da Pátria,
Como outrora o romano varão!

Nesta terra de sonhos ardentes
Só palpitam, como almas de sóes,
Corações, corações de valentes,
Almas grandes de grandes heróis!

Tu, liberdade formosa,
Triunfal hosana entoas:
- Salve, ó terra gloriosa,
- Berço de heróis! Alagoas!

Ide, algemas que o pulso prendias
D’esta Pátria, outros pulsos prender!
Nestes céus, nas azuis serranias,
Nós, só livres, podemos viver…

E se a luta voltar, hão-de os bravos
Ter a imagem da Pátria por fé!
Que Alagoas não procria escravos:
Vence ou morre!… Mas sempre de pé!

Tu, liberdade formosa,
Ridentes hinos entoas:
- Salve, ó terra grandiosa,
- De luz, de paz, Alagoas!

Salve, ó terra que entrando no templo,
Calma e ovante, da Indústria te vás;
Dando às tuas irmãs este exemplo,
De trabalho e progresso na paz!

Sús! os hinos de glórias já troam!…
A teus pés os rosais vêm florir!…
Os clarins e as fanfarras ressoam,
Te levando em triunfo ao porvir!

Tu, liberdade formosa,
Ao trabalho hosana entoas!
- Salve, ó terra futurosa,
- Glória à terra de Alagoas! 

Observação: Devido à extensão de sua letra, convencionou-se que em solenidades oficiais e eventos cantam-se apenas as três primeiras e as três últimas estrofes do Hino do Estado de Alagoas, que se encontram adiante transcritas:

Letra por Luiz Mesquita
Melodia por Benedito Silva

Alagoas, estrela radiosa,
Que refulge ao sorrir das manhãs,
Da República és filha donosa,
Maga Estrela entre estrelas irmãs.

A alma pulcra de nossos avós,
Como benção de amor e de paz,
Hoje paira, a fulgir, sobre nós,
E maiores, mais fortes nos faz.

Tu, liberdade formosa,
Gloriosa hosana entoas:
- Salve, ó terra vitoriosa,
- Glória à terra de Alagoas!

Salve, ó terra que entrando no templo,
Calma e ovante, da Indústria te vás;
Dando às tuas irmãs este exemplo,
De trabalho e progresso na paz!

Sús! os hinos de glórias já troam!…
A teus pés os rosais vêm florir!…
Os clarins e as fanfarras ressoam,
Te levando em triunfo ao porvir!

Tu, liberdade formosa,
Ao trabalho hosana entoas!
- Salve, ó terra futurosa,
- Glória à terra de Alagoas!

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